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Psicóloga com vários trabalhos direcionados a cura do feminino.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Conviver

Olhar para a claridade do dia e imaginar que essa sensação boa de existir talvez possa ser transmitida através do olhar, do sorriso...da alma...para o outro.
Achar que o importante é estar em sintonia com o compromisso da vida, atendo-se a cada som,movimento e luz...das pessoas e das coisas.
Conviver é amar para integrar.
Integrar sua alma no cosmos através da alegria e respeito por qualquer tipo de vida aqui na Terra.
Conviver no amor é estar em extase através do olhar, do sentir, do não pensar...coisas muito difíceis no realizar.
Difíceis de realizar porque somos seres inquietos, desatentos e egocêntricos... quase o tempo todo.
Portanto, torna-se um desafio diário essa prática, num mundo onde se valoriza muito o fazer e não o sentir , o ter e não o ser.
Essa corrida eterna em busca de algo que não sabemos precisamente o que é, nos confunde, na busca do que é mais precioso... nós mesmos.
Sem fazer esse encontro interno, saímos desesperados à procura de um outro que venha suprir todas as nossas necessidades... grande engano.
Somos filhos de nós mesmos...
Se quisermos evoluir realmente, precisamos primeiramente de um ato de coragem... para iniciar essa busca tão rica e dolorosa que é o auto conhecimento.
Importante é o processo... o caminho com tudo que nele se apresenta.
Quando focalizamos somente a chegada, perdemos tudo o que conseguimos durante a caminhada...
Viver é também parar. Parar para sentir aquela dorzinha que escondemos corajosamente e perceber que com isso adquirimos força. Uma força para lidarmos com todas as dores do mundo, causadas pelo não amor, não convivência, não ser, não ver, não sentir, não estar, não querer...
Para que nosso processo evolutivo aconteça é necessário não ter medo de conviver.
Porque o outro proporciona a real noção de como sou...como estou. Talvez, justamente por isso, nos isolamos e tememos tanto a convivência.
E assim continuamos seres solitários e infelizes. Solitários a dois... em família.
Para conviver portanto é preciso confiar.
Confiar é acreditar na sua capacidade de entrega... é achar que tem que ser feito... sem nenhuma garantia, pois o que importa é o ato e não o que pode ser obtido através dele.
Confiar é acreditar que o outro vá corresponder a todos seus anseios e expectativas... mesmo que ele não consiga.
Através da confiança é possível iniciar um processo repleto de descobertas, que revelará um mundo melhor para todos.
Sejamos corajosos e iniciemos essa busca pelo que ilumina, convive, acolhe...
Imaginar como podemos mudar o mundo é fácil. Mas a verdadeira e primeira grande mudança é aquela que fazemos dentro de nós mesmos.
Aí sim, seremos uma luz a mais...

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